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O suicida e a caneta de tinta permanente
A · S · Carlos Aguiar
$587.00 MXN
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- Editorial
- Sin sello informado
- ISBN
- 9789897823428
Entre estas páginas
Segundo Miguel Torga Alguém tem que segurar a pena, até que a possa passar a um génio. Por analogia, quando se torna premente a necessidade de se tirar a água do porÛão de um navio, que mete água, antes que ele se afunde, nÛão havendo bombas para a aspirar, comeÛça-se a baldeaÛçÛão, enchendo-se baldes que se passam de mÛão-em-mÛão, até que a água seja devolvida ao mar. Todos os baldeantes sÛão necessários. Basta que um deixe de passar o balde ao seguinte, o barco pode afundar-se. Eu faÛço parte dos baldeantes. Sou o que a tira do porÛão, mas tenho o balde pouco cheio, porque sou fracote. Embora a água seja pouca, passo-a ao seguinte. Se a cadeia nÛão for interrompida, o barco talvez se salve...Os contos que aqui apresento, sÛão como a pouca água que o meu balde conseguiu ir tirando... Mas o barco nÛão se afundou! Logo que apareÛça um génio... passo-lhe o Balde.