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Ideologia e Propaganda Colonial no Estado Novo
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- Editorial
- Sin sello informado
- ISBN
- 9789897032806
Entre estas páginas
Na minha Faculdade de Letras persistiu até há bem pouco tempo um Instituto de História da ExpansÛão Ultramarina. Nada tive contra essa designaÛçÛão desde que convenientemente dissecada, mas sempre propus aliás sem sucesso que se lhe juntasse a História da ColonizaÛçÛão, do Colonialismo, do Anti-Colonialismo e dos Países Ex-Colonizados.É neste contexto que orientei ou acompanhei algumas teses e trabalhos de fim de curso, como as dissertaÛçÛões sobre Amílcar Cabral e sobre o PAIGC, ou, nos antípodas, sobre a propaganda colonial do chamado Estado Novo, que de resto prolonga a propaganda da nossa Primeira República, que era também (como nÛão podia deixar de ser no segundo e no terceiro decénios do século XX) colonialista ou colonial. Daí ter surgido a tese de José Luís Lima Garcia sobre o tema e, no seu Ûâmbito, sobre a AgÛªncia Geral das Colónias, que cosmeticamente se transforma, a partir dos anos 50, em AgÛªncia Geral do Ultramar. É um tema que o autor comeÛçou a estudar no fim do século passado e de que deu a conhecer com maior extensÛão e profundidade em 2012 no seu doutoramento.Finalmente realiza aqui e agora a sua publicaÛçÛão em papel, que é a forma como se pode tornar mais conhecida ou, pelo menos, mais resistente ao tempo. Será afinal mais um contributo para conhecer o colonialismo e a realizaÛçÛão da ideia de Império, conceito que se trivializou até em nomes comuns de várias empresas. Essa ideia de Império Colonial supÛõe o vasto território que vai de África a Timor e o período que se estende de 1924 a 1974, mesmo que a partir dos anos 50 se iniciasse o processo cosmético de chamar a cada uma das possessÛões (tÛão diferentes) Províncias Ultramarinas e nÛão Colónias e se fossem extinguindo as leis do indigenato.Luís Reis Torgaldo prefácio